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Coopermota - História
A Coopermota desde 1959
Década de 1950

Na década de 1950, o café era o principal produto cultivado e comercializado no Vale Paranapanema, tendo o oeste de São Paulo e o norte do Paraná como principais produtores deste grão. Cândido Mota se destacava nesta área devido às características do solo regional, rico em húmus, cálcio, fósforo e potássio. Neste período foi criada a Coopermota Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana.

Plantação de café
Final da década de 1950

Em 1958, Joaquim Galvão de França, Jair Ribeiro da Silva, Gilfredo Boreti e mais alguns produtores – sob a liderança de Lázaro Inácio Dias – se uniram e idealizaram a Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana em busca de se fortalecerem e fugirem dos preços altos cobrados pelos produtores de beneficiamento. A Coopermota foi inaugurada oficialmente no dia 17 de maio de 1959. Além dos três idealizadores e do líder Inácio Dias, a criação da cooperativa também foi sustentada pelos produtores Otavio Pires de Almeida, Waldo Antunes Ribeiro e Mario Martins, além de mais 38 produtores, os quais assinaram a lista de presença da Ata da Assembleia Geral Extraordinária. A máquina de café destinada ao benefício e estocagem dos grãos regionais foi um dos primeiros investimentos para a criação da cooperativa. O início foi realizado com muito esforço dos seus pioneiros, no trabalho para o beneficiamento do café.

1ª máquina de beneficiar café
Década de 1970

No entanto, após um período de auge da produção do café na década de 60, ocorreram significativas perdas no setor agrícola ocasionadas, entre elas, por uma forte geada em 1975 que devastou os cafezais da região. Isso provocou uma redução gradual do cultivo do grão e a adoção de novas culturas como a soja e o trigo. Diante da mudança do perfil agrícola e econômico regional e ainda a influência de incentivos governamentais, a cooperativa deixou de se voltar exclusivamente ao café e, em meados da década de 70, incorporou as culturas então em vigor naquele período. A economia passava a ingressar para o setor de exportação e a agricultura se modernizava tecnologicamente. A Coopermota apoiava-se nesse desenvolvimento e iniciava a implantação de agroindústrias no município.

Colheita do trigo
Meados da década 1970

Diante das novas culturas (soja e trigo) que passaram a ser cultivadas na região, a Coopermota investiu na adaptação de sua estrutura para atender à demanda do mercado regional e, em 1972, construiu o seu primeiro silo graneleiro, tendo logo em seguida, em 1976, a instalação do segundo, ambos em Cândido Mota.

1º silo da Coopermota
Início da década 1980

A modernização do setor agrícola se estendia em âmbito nacional, sendo apoiada por linhas de crédito destinadas ao financiamento de investimentos variados. Porém, as crises econômicas nacionais das décadas de 1980 e 1990 afetaram as exportações, provocando redução do volume de negócios tanto da soja como do trigo. A saída encontrada pela Coopermota foi a diversificação de sua linha de atuação, permitindo manter o seu processo de modernização. O perfil da economia rural regional então sofria a sua última alteração em meados da década de 1980, quando o trigo cedeu lugar ao milho, mediante incentivo da Coopermota.

Plantação de milho
Meados da década de 1980

A agricultura passava a receber incentivos para a sua modernização e a cooperativa buscava se adequar neste sentido. Além de incentivar a opção do milho em detrimento ao trigo, que já apresentava problemas para a sua comercialização, a Coopermota construiu, no início da década, a sua nova sede e modernizou diversas atividades. Neste período, a cooperativa já contava com silos graneleiros em Cândido Mota, Ipaussu e Palmital, se portando não só como um polo de comercialização da produção regional, mas também como um meio de formação do agricultor para a sua adequação a uma agricultura especializada e produtiva.

Inauguração da nova sede
Começo da década de 1990

No começo da década de 90, a cooperativa incluiu o milho safrinha entre os grãos comercializados e armazenados em suas instalações. Além disso, diversificou suas ações para diversas áreas (1992-1995). Neste período foram realizadas ações de ampliação de suas unidades para outros municípios e a diversificação de sua atuação em áreas como postos de combustíveis, lojas de roupas, supermercado, transportadora, granja, suinocultura, pecuária, horticultura e piscicultura. Já na década de 1990, a cooperativa também passou a produzir ração animal, oferecendo, atualmente a nutrição tanto para ovinos, bovinos, suínos, equinos e peixes. Na área rural, foi nessa década que o milho safrinha surgiu como opção de safra de inverno, sendo oferecido aos produtores a partir de tecnologias geradas por meio de experimentos e ensaios realizados conjuntamente com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e financiados pela Coopermota e parceiros regionais. Uma tentativa de unificação das cooperativas da região para a criação de um fundo de recursos para o desenvolvimento de projetos em comum, envolvendo a Coopermota, a Rio-grandense e a Cooperativa de Pedrinhas também ocorreu neste período para a criação do que seria a Central vale, porém a iniciativa não avançou.

1º Posto de Combustível da Coopermota

Supermercado
Décadas de 1999 e 2000

Nos anos seguintes, foram ampliadas as atuações de armazenamento de grãos nas cidades de Campos Novos Paulista, Iepê, Maracaí e Cândido Mota (rodovia Fortunato Petrini). No total, eram 10 Unidades de Negócios, distribuídas nas cidades de Assis, Campos Novos Paulista, Cândido Mota, Ibirarema, Iepê, Ipaussu, Palmital, Paraguaçu Paulista e Ribeirão do Sul. Na década de 1990, a cooperativa deu expansão ao seu setor de serviços, com Unidades de Negócios, compreendidas por lojas de produtos e implementos agrícolas e pecuários. Todos os efeitos do Plano Collor foram sentidos pelos produtores da região e a cooperativa enfrentou a crise com diferentes projetos e planos para incentivos e auxílio ao produtor.

Silo de Palmital
Início da década de 2000

Pouco antes do início do século XXI, um novo processo de reestruturação foi implantado na cooperativa, desta vez voltado à difusão de tecnologias e à valorização do cooperativismo, tanto entre funcionários como também entre seus cooperados. No início da virada do milênio, nos primeiros anos da década de 2000, a Coopermota ampliou a sua atuação até os municípios de Taciba e Santa Cruz do Rio Pardo. Seguindo a sua proposta de se voltar ao estudo e valorização da tecnologia agrícola, em 2003, foi criado o Campo de Difusão, voltado para pesquisas em agronegócios. A área era utilizada para ensaios da cultura do café, em um total de 14,5 hectares, localizada em Cândido Mota. A partir de 2005, a área de atuação da Coopermota foi ampliada com a abertura de novas filiais, passando a se voltar também nas áreas de negócios que envolviam a cana-de-açúcar, além da soja, do milho safrinha e do trigo. Em 2007 o espaço do Campo de Difusão se tornou a sede da Coopershow, principal vitrine agrícola da cooperativa, destinada à exposição anual de tecnologias e práticas agrícolas. Desde então, o evento reúne diversas empresas e órgãos de pesquisa, levando informação e novidades do mercado agrícola ao produtor. Os experimentos realizados no local se referem a novas tecnologias de manejo e produção, além de análise prática do cultivo de novas sementes disponíveis no mercado, bem como a análise de métodos utilizados para o controle de pragas e doenças.

Campo de difusão

Coopershow
2014 à 2016

Em 2014, investiu em algumas reformas estruturais de suas dependências, para melhor atender ao cooperado, inaugurando filiais de Unidades de Negócio da cooperativa em Presidente Prudente e Maracaí, bem como a unidade em novo endereço no município de Santa Cruz do Rio Pardo. Ainda neste ano, investiu na expansão dos silos graneleiros de Cândido Mota e Palmital, ampliando a capacidade de armazenamento da cooperativa em 28 mil toneladas de grãos. Neste ano já oferecia serviços de abastecimento de combustíveis, com postos em Cândido Mota, Palmital, Maracaí e Ribeirão do Sul. Ainda no que se refere aos investimentos no setor de armazenamento, depois de sete anos de arrendamento, a Coopermota concluiu em 2014, a negociação de compra do silo graneleiro de Ibirarema. Além disso, possui uma Unidade de Agroenergia em Palmital e cerca de 2200 cooperados, com aproximadamente 430 trabalhadores diretamente vinculados à cooperativa, além de safristas em períodos de pico de recebimento de grãos. A Coopermota lidera o ranking regional de recebimento de grãos e de distribuição de insumos.

Em 2015 a Coopershow ganha novas estruturas para receber os seus visitantes, ocupando espaço de ainda mais evidência e relevância no setor do agronegócio. Neste mesmo ano, em assembleia geral, os cooperados aprovam a mudança de nome da cooperativa, que passou a ser denominada de Coopermota - Cooperativa Agroindustrial, tendo também a criação de setores como a Coopermota Cargas e outros.

O processo de expansão da cooperativa continua em ritmo acelerado, com a inauguração de outras unidades de negócio e silos em 2016. Em janeiro, a atuação da Coopermota se estende até o Pontal do Paranapanema, com Teodoro Sampaio entre as suas áreas de atuação. Em agosto, a abrangência se estende para o lado sudoeste do estado de São Paulo, com Unidade de Negócios em Piraju e posteriormente, também passa a atuar na região de Alta Paulista, no município de Tupã. Neste ano, também passa a realizar o recebimento em novos silos, instalado no município de Iepê e também Maracaí.

O antigo Clubinho, utilizado para pequenos eventos desde os primeiros anos da Coopermota, ganha vultuosidade e se torna o Centro de Eventos Coopermota, com grande estrutura e capacidade para até 800 pessoas, configura-se como um espaço versátil, podendo ser utilizado tanto para palestras e convenções como para festas. Possui dois salões independentes, equipados com ar condicionado, área de lazer e churrasqueiras à parte, cozinha preparada para grandes eventos, com bancadas e fogão industrial.

Silo de Taciba
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Matriz: 18 3341-9400