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Suspeita de caruru resistente ao glifosato é detectada na região
Suspeita de caruru resistente ao glifosato é detectada na região
ALERTA / 11/02/2021
   Algumas amostras de caruru (Amaranthus hybridus) foram coletadas em lavouras de soja da região de Cândido Mota nesta semana, por técnicos da Coopermota e pesquisadores da Embrapa Londrina. O objetivo é avaliar a suspeita de que estas plantas já estejam com resistência ao glifosato, dado o histórico de ineficiência deste herbicida em aplicações realizadas nesta safra. Foram visitadas três propriedades de Cândido Mota em que a suspeita foi verificada, porém também há casos em Palmital.
   Conforme dados da Embrapa, o caruru resistente veio da Argentina e já tem comprovação em algumas localidades no Brasil. Os primeiros casos estiveram situados no Rio Grande do Sul e na região fria do Paraná. Esta seria a primeira suspeita no estado de São Paulo. O pesquisador da Embrapa Londrina, Fernando Adegas, comenta que neste momento, está sendo avaliada a segunda geração da planta coletada na região do Vale Paranapanema, que teve as suas sementes cultivadas no laboratório da Embrapa de Londrina. “Para diagnosticarmos definitivamente uma planta como resistente ao glifosato, é necessário que ela transmita esta característica para as próximas gerações e é isto que vamos avaliar agora”, explica. A estimativa é que a comprovação seja concluída em três meses.
    A recomendação é para que o produtor fique alerta. A primeira coisa que ele precisa fazer é monitorar as suas lavouras, avaliando se está sobrando esta planta depois das aplicações do glifosato. Em caso positivo, ele deve arrancá-la antes que possa produza sementes.
   O consultor da equipe técnica da Coopermota, José Carlos Pereira Godinho (Japão) comenta que as áreas que possuem os focos suspeitos na região não estão com grande infestação e possuem plantas isoladas, contudo, a presença delas é alarmante devido ao potencial de disseminação que possuem.
    Fernando Adegas alerta que o caruru resistente traz muita preocupação porque ele produz muita semente, em torno de um milhão por planta. Comenta que esta planta cresce muito rápido, sendo ainda superior ao milho. A velocidade de crescimento, segundo o pesquisador, chega a ser de três a quatro centímetros por dia. Caso algum produtor verifique casos suspeitos em sua área, ele deve procurar a equipe técnica da Coopermota para fazer as coletas que serão encaminhadas para a Embrapa. Adegas acrescenta que, com a proximidade da colheita da soja, os produtores devem ficar atentos quanto à limpeza das colheitadeiras para evitar que a disseminação seja realizada.

 

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